BRB Revela ‘Achados Relevantes’ em Investigação Sobre o Caso Banco Master

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O Banco Regional de Brasília (BRB) anunciou a descoberta de “achados relevantes” que prometem ser cruciais para o avanço das investigações em curso sobre o Banco Master. As informações, que incluem detalhes sobre a tentativa de aquisição da instituição financeira pelo próprio BRB, foram entregues às autoridades competentes, marcando um novo capítulo na apuração de possíveis irregularidades no sistema financeiro brasileiro.

Auditoria do BRB e Entrega de Relatórios

Em um comunicado oficial, o banco público vinculado ao governo do Distrito Federal explicou que os dados foram obtidos na primeira etapa de um relatório preliminar elaborado por uma auditoria independente contratada especificamente para verificar a ocorrência de “eventuais atos ilícitos”. Este relatório inicial foi prontamente encaminhado à Polícia Federal (PF) em 29 de janeiro e ao Banco Central (BC) no dia seguinte, indicando a celeridade do BRB em colaborar com as investigações.

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Paralelamente à entrega dos achados, o BRB tem implementado uma série de medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais. Estas ações abrangem fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito previamente adquiridas pelo banco. Muitas dessas iniciativas tramitam em sigilo, mas o BRB garantiu que novas medidas serão adotadas com a máxima brevidade para salvaguardar os interesses da instituição e assegurar a efetividade dos processos em andamento.

Contexto do Caso Banco Master e Reag

O cenário em torno do Banco Master e da gestora de investimentos Reag se configura como um dos episódios mais complexos e graves do sistema financeiro nacional nos últimos anos. A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2023, enquanto a da Reag ocorreu em fevereiro deste ano. Ambos os casos trouxeram à tona suspeitas de fraudes bilionárias, o suposto uso de fundos de investimento para mascarar prejuízos e tentativas de resgate através de instituições bancárias públicas.

A gravidade do caso é corroborada por informações adicionais que surgiram, como a declaração de um diretor do Banco Central à Polícia Federal, indicando que o Banco Master possuía um caixa de apenas R$ 4 milhões. Diante desse cenário, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já efetuou pagamentos totalizando R$ 32,5 bilhões a 75% dos credores do Banco Master. A relevância do tema também se estende ao âmbito político, com o presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) solicitando a convocação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, após sua ausência em depoimento.

O Modelo de Negócios e as Suspeitas de Fraude

Sob o controle do banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master experimentou um crescimento vertiginoso, impulsionado pela oferta de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que prometiam rendimentos significativamente acima da média de mercado. Essa estratégia agressiva atraiu um grande volume de investidores, mas levantou questionamentos sobre a sustentabilidade do modelo.

Investigadores apontam que, para manter essa estrutura de altas rentabilidades, o banco teria assumido riscos excessivos e arquitetado operações financeiras que, artificialmente, inflavam seu balanço patrimonial. Essa maquiagem contábil, segundo as apurações, ocorria em paralelo a uma drástica deterioração da liquidez real da instituição, ou seja, a capacidade efetiva de honrar seus compromissos e ressarcir os investidores.

A revelação dos 'achados relevantes' pelo BRB adiciona mais uma camada de informação a esse complexo enredo, fortalecendo a expectativa de que as investigações possam, em breve, trazer maior clareza sobre as responsabilidades e o escopo total das supostas irregularidades no caso Banco Master.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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