Brasil Unifica Forças: Três Poderes Lançam Pacto Nacional Contra o Feminicídio
Em uma iniciativa histórica e urgente, o governo federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário uniram esforços para lançar o <b>Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio</b>. A medida, anunciada recentemente, estabelece um compromisso de atuação coordenada e permanente entre os Três Poderes, visando a prevenção e o combate eficaz da violência contra meninas e mulheres em todo o território nacional. Este movimento representa um reconhecimento crucial de que a violência de gênero é uma crise estrutural que exige uma resposta conjunta e integrada do Estado.
Uma Resposta Unificada a Uma Crise Estrutural
O Pacto Nacional emerge como uma estratégia abrangente para enfrentar o que tem sido amplamente reconhecido como uma crise estrutural. Longe de ações isoladas, a iniciativa busca uma sinergia entre os poderes, focada em transformar a cultura institucional e promover a igualdade. Para amplificar o alcance dessa mensagem, foi lançada simultaneamente a campanha <b>Todos Juntos por Todas</b>, que convoca a sociedade brasileira, em todas as suas esferas, a assumir um papel ativo e inegociável no combate à violência de gênero e ao machismo estrutural.

Pilares do Pacto: Objetivos e Estratégias Centrais
A essência do Pacto reside em um conjunto de objetivos claros e ambiciosos. Entre eles, destaca-se a aceleração no cumprimento das medidas protetivas, garantindo que a proteção chegue às vítimas de forma mais rápida e efetiva. Outros pilares incluem o fortalecimento das redes de enfrentamento à violência em todo o país, a ampliação de ações educativas que promovam a conscientização e a mudança cultural, e a responsabilização rigorosa dos agressores, combatendo a impunidade que muitas vezes perpetua o ciclo de violência. O acordo também se compromete a incorporar respostas a desafios contemporâneos, como a crescente violência digital contra mulheres, e a promover uma transformação profunda na cultura institucional dos Três Poderes, assegurando um tratamento igualitário e livre de preconceitos.
Ferramentas de Engajamento e Fiscalização
Para garantir a efetividade e a transparência do Pacto, foram criadas ferramentas essenciais de monitoramento e interação. Um dos componentes centrais é o <b>Comitê Interinstitucional de Gestão</b>, coordenado pela Presidência da República. Este colegiado reunirá representantes dos Três Poderes, com a participação permanente de ministérios públicos e defensorias públicas, assegurando o acompanhamento contínuo das ações, a articulação federativa e a prestação de contas. Pelo Executivo, integrarão o comitê a Casa Civil, a Secretaria de Relações Institucionais e os ministérios das Mulheres e da Justiça e Segurança Pública.
Complementarmente, foi lançado o site <b>TodosPorTodas.br</b>, uma plataforma digital que servirá como um hub de informações sobre o pacto, divulgando as ações previstas e apresentando canais de denúncia e políticas públicas de proteção às mulheres. A plataforma também visa estimular o engajamento de instituições públicas, empresas privadas e da sociedade civil, e disponibilizará um guia completo para download, com informações sobre os diferentes tipos de violência, as políticas de enfrentamento e orientações práticas para uma comunicação responsável, fundamental para salvar vidas.
O Cenário Atual e a Urgência da Ação
A urgência deste Pacto é corroborada por dados alarmantes. Informações do sistema judiciário de 2025 revelam que a Justiça brasileira julgou, em média, 42 casos de feminicídio por dia, totalizando 15.453 julgamentos – um aumento de 17% em relação ao ano anterior. No mesmo período, foram concedidas 621.202 medidas protetivas, o equivalente a uma média de 70 medidas por hora, segundo o Conselho Nacional de Justiça. Além disso, o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, registrou uma média de 425 denúncias diárias em 2025. Esses números sombrios sublinham a necessidade premente de uma resposta estatal robusta e coordenada, que vá além das intervenções pontuais e busque soluções duradouras para a segurança das mulheres.
Compromissos Detalhados para um Futuro Mais Seguro
O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio detalha uma série de compromissos para otimizar a resposta à violência de gênero. As medidas protetivas serão agilizadas e sua efetividade será garantida por uma ação coordenada entre Judiciário, polícia, assistência social e rede de acolhimento. Haverá um monitoramento integrado dos casos pelos Três Poderes e órgãos de controle, com compartilhamento de informações desde a denúncia até o desfecho, para reduzir falhas que hoje colocam mulheres em risco.
No âmbito da prevenção, serão intensificadas campanhas permanentes, a educação para os direitos das mulheres, a capacitação de agentes públicos e ações para mudar a cultura de violência, inclusive engajando homens como parte da solução. A responsabilização dos agressores será prioritária, com processos mais céleres, menos impunidade e respostas firmes a quem descumprir medidas protetivas ou cometer violência. O pacto também garante atenção especial a grupos em maior risco, como mulheres negras, indígenas, quilombolas, periféricas, do campo, com deficiência, jovens, idosas e moradoras de áreas remotas ou em maior vulnerabilidade. Além disso, haverá uma resposta direcionada a novas formas de violência, como a perseguição, ameaças e exposição online. Para assegurar a transparência e a cobrança social, serão elaborados relatórios periódicos, metas claras e mecanismos de prestação de contas dos resultados alcançados.
A união dos Três Poderes nesta causa vital sinaliza um novo capítulo na luta contra o feminicídio no Brasil. O Pacto Nacional é um passo decisivo em direção a uma sociedade onde a violência contra a mulher não seja tolerada, com o objetivo final de construir um país mais seguro, justo e igualitário para todas.