Carnaval 2024: Alerta Nacional Redobrado Contra o Metanol em Bebidas Adulteradas

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Com a proximidade do Carnaval, a atenção das autoridades de saúde em diversos estados brasileiros se volta para um perigo silencioso e devastador: a presença de metanol em bebidas alcoólicas adulteradas. Casos recentes de intoxicação grave e óbitos acendem um sinal de alerta, mobilizando secretarias de saúde e órgãos de vigilância sanitária para intensificar a fiscalização e a conscientização dos foliões. A ingestão de álcool metílico, por vezes indistinguível do etanol em sua forma, pode ter consequências fatais ou deixar sequelas irreversíveis, transformando a festa em tragédia para incautos consumidores.

A Ameaça Invisível: Consequências do Metanol à Saúde Pública

O metanol, ou álcool metílico, é uma substância extremamente tóxica para o corpo humano. Sua ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode causar sintomas graves como cegueira irreversível, falência renal, danos neurológicos e, em muitos casos, a morte. O perigo reside na dificuldade de identificá-lo em bebidas alcoólicas adulteradas, que muitas vezes são vendidas a preços atrativos ou em embalagens suspeitas. Nos últimos balanços do Ministério da Saúde, foram confirmados <b>76 casos de intoxicação por metanol</b> associada ao consumo de álcool, com <b>25 óbitos</b> registrados, e outras 29 ocorrências de intoxicação e 8 mortes ainda sob investigação em períodos anteriores. Já neste ano, até o dia 3 de fevereiro, o país soma 7 casos confirmados e 13 em investigação, reforçando a urgência da vigilância contínua.

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São Paulo: O Epicentro de um Problema Nacional e as Medidas de Prevenção

O estado de São Paulo tem sido o mais afetado pelos surtos de intoxicação por metanol. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) atualizou recentemente seu balanço, confirmando <b>52 casos de intoxicação</b> e lamentando <b>12 mortes</b>. As vítimas, de diversas idades e cidades como São Paulo capital, São Bernardo do Campo, Osasco, Jundiaí, Sorocaba e Mauá, evidenciam a abrangência do problema. Além disso, quatro óbitos em Guariba, São José dos Campos e Cajamar permanecem sob investigação, ampliando a dimensão da crise. Diante desse cenário, a SES-SP e o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) estão coordenando ações intensivas junto às Vigilâncias Sanitárias Municipais, focadas na inspeção de estabelecimentos e vendedores ambulantes, com rigorosa verificação da origem e procedência das bebidas. As orientações são claras: adquirir produtos apenas de locais regularizados, conferir rótulos, lacres de segurança e selos fiscais, evitando sempre itens de origem desconhecida ou duvidosa.

Alerta Regional: Fiscalização e Recomendações em Outros Estados

O alerta contra o metanol não se restringe a São Paulo. Outros estados que enfrentaram surtos em períodos recentes também intensificam suas ações preventivas:

Pernambuco: Enfrentando Casos e Reforçando Orientações

Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou oito casos de intoxicação por metanol em surtos ocorridos no ano anterior, resultando em cinco óbitos. A pasta enfatiza a desconfiança em relação a bebidas destiladas com preços muito abaixo do mercado, ou aquelas comercializadas em garrafas PET e recipientes inadequados. A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) tem um plano robusto para o Carnaval, com a expectativa de realizar mais de 500 inspeções em bares, camarotes, restaurantes e comércios ambulantes, garantindo a procedência e o armazenamento adequado de alimentos e bebidas. A recomendação é clara: priorizar estabelecimentos licenciados e produtos com selo de garantia.

Bahia: Antídoto e Fiscalização Municipal

A Bahia registrou nove casos de intoxicação por metanol, que resultaram em três mortes nas cidades de Ribeira do Pombal, Cansanção e Juazeiro. Em resposta, a Secretaria da Saúde (Sesab), em parceria com o Ministério da Saúde, agiu proativamente, reforçando os estoques do antídoto específico para tratamento da intoxicação por metanol. Além disso, tem incentivado os municípios a intensificar a fiscalização sobre a venda e distribuição de bebidas destiladas, visando coibir a comercialização de produtos adulterados.

Paraná e Mato Grosso: Vigilância Pós-Surto

Mesmo tendo encerrado sua Sala de Situação sobre intoxicação por metanol em novembro do ano anterior, o Paraná mantém a vigilância, após ter confirmado seis casos e três óbitos. Da mesma forma, a Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso (SES-MT) intensificou as ações de vigilância e fiscalização, apesar de não registrar novos casos confirmados há mais de 30 dias. O estado contabilizou seis ocorrências confirmadas e quatro óbitos em surtos recentes. Ambos os estados reforçam as recomendações aos foliões para que consumam bebidas apenas de estabelecimentos regulares e evitem produtos de procedência duvidosa ou sem rótulo adequado, sublinhando a importância da cautela.

Conclusão: A Prevenção é a Chave para um Carnaval Seguro

A gravidade dos casos de intoxicação por metanol exige uma abordagem multifacetada e a colaboração de todos. Enquanto as autoridades de saúde intensificam a fiscalização e a distribuição de antídotos, a responsabilidade individual do consumidor é crucial. Optar por estabelecimentos confiáveis, verificar a integridade das embalagens e rótulos, e desconfiar de ofertas muito vantajosas são atitudes que podem salvar vidas. Em caso de qualquer sintoma após o consumo de bebida alcoólica, como visão turva, dor de cabeça intensa, náuseas ou confusão mental, a busca imediata por atendimento médico é indispensável. Somente com a vigilância coletiva e a conscientização sobre os perigos ocultos, será possível garantir que a alegria do Carnaval não seja ofuscada pela ameaça do metanol.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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