Prévia da Inflação de Fevereiro Acelera para 0,84%, Impulsionada por Educação e Transportes

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A prévia da inflação oficial no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma elevação significativa em fevereiro, atingindo 0,84%. Este resultado representa uma notável aceleração em comparação com o mês anterior, quando o indicador havia marcado 0,20%. Os setores de Educação e Transportes foram os principais motores dessa alta, exercendo o maior impacto sobre o índice divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Cenário Geral da Aceleração Inflacionária

A taxa de 0,84% em fevereiro consolidou uma tendência de alta após o comportamento mais moderado de janeiro. Com esse resultado, a inflação acumulada no ano alcançou 1,04%. Nos últimos doze meses, o IPCA-15 registrou 4,10%, mostrando uma desaceleração em relação ao período imediatamente anterior, que havia fechado em 4,50%. Esses dados fornecem um panorama da dinâmica inflacionária recente, indicando uma pressão renovada sobre os preços no início do ano.

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Educação e Transportes Lideram os Impactos

O grupo <b>Educação</b> foi o principal responsável pela escalada inflacionária, registrando uma alta expressiva de 5,20% e contribuindo com 0,32 ponto percentual para o índice geral. Essa variação reflete os reajustes habituais nas mensalidades de escolas, faculdades e cursos diversos, que tradicionalmente ocorrem no início do ano letivo, impactando diretamente o orçamento familiar.

Em seguida, o grupo <b>Transportes</b> também exerceu forte influência, com uma elevação de 1,72% e um peso de 0,35 ponto percentual no IPCA-15. A conjuntura de preços nesse setor, frequentemente volátil, contribuiu substancialmente para a composição da prévia inflacionária de fevereiro, indicando pressões em custos de deslocamento e logística.

Variações Detalhadas por Grupos de Consumo

O grupo <b>Saúde e Cuidados Pessoais</b> apresentou uma alta de 0,67%, com um impacto de 0,09 ponto percentual. Itens como artigos de higiene pessoal, que subiram 0,91%, e planos de saúde, com aumento de 0,49%, foram os principais destaques, refletindo a continuidade das pressões sobre os custos relacionados à saúde e bem-estar.

No setor de <b>Alimentação e Bebidas</b>, a variação foi de 0,20%, com um impacto de 0,04 ponto percentual. A alimentação consumida no domicílio registrou alta de 0,09%, um ritmo mais lento que em janeiro (0,21%). Entre os produtos que mais subiram, destacam-se o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%). Por outro lado, observaram-se quedas em produtos como arroz (-2,47%), frango em pedaços (-1,55%) e frutas (-1,33%). Já a alimentação fora do domicílio teve uma variação mais expressiva, de 0,46%, impulsionada pelas refeições (0,62%) e lanches (0,28%).

Após uma queda em janeiro, o grupo <b>Habitação</b> reverteu a tendência, registrando uma alta de 0,06% em fevereiro. As tarifas de água e esgoto (1,97%) e o aluguel residencial (0,32%) foram os itens com maior contribuição positiva. Em contraste, a energia elétrica residencial apresentou uma queda de 1,37%, exercendo o maior impacto negativo isolado (0,06 ponto percentual), justificada pela adoção da bandeira tarifária verde, que não implica custo adicional para os consumidores. O gás encanado também registrou redução nas tarifas, de 0,71%.

Entre os demais grupos, as variações oscilaram de -0,42% para <b>Vestuário</b>, o único a registrar deflação, até o já mencionado 0,67% de <b>Saúde e Cuidados Pessoais</b>, complementando o panorama de oscilações de preços no período.

Panorama Regional e Metodologia do IPCA-15

No que tange aos indicadores regionais, <b>São Paulo</b> apresentou a maior variação, com 1,09%, impulsionada principalmente pelas passagens aéreas (16,92%) e pelos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). Na outra ponta, <b>Recife</b> registrou a menor variação do país, com 0,35%, devido a quedas significativas nos preços do transporte por aplicativo (-10,34%) e da energia elétrica residencial (-2,32%).

O cálculo do IPCA-15 de fevereiro abrangeu preços coletados entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro, comparados aos vigentes de 13 de dezembro do ano anterior a 14 de janeiro. O indicador monitora famílias com rendimento entre 1 e 40 salários-mínimos e sua abrangência inclui as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia é similar à do IPCA, diferindo apenas no período de coleta e na abrangência geográfica, que é mais ampla no IPCA. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, está agendada para o dia 26 do mesmo mês.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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