Transporte Coletivo de Macapá: Acordo Previne Greve Geral, Mas Paralisação da Nova Macapá Persiste

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Macapá enfrenta um cenário de instabilidade no transporte coletivo. Um acordo inicial firmado entre a Prefeitura e o Sindicato dos Rodoviários do Amapá, com a subsequente liberação de recursos financeiros pela gestão municipal, buscava evitar uma greve generalizada na capital. Contudo, apesar do esforço da administração em cumprir sua parte, a empresa Nova Macapá, uma das concessionárias do serviço, anunciou a paralisação de suas operações, agravando a crise e mantendo a ameaça de interrupção total dos serviços programada para os próximos dias.

Repasses da Prefeitura e Inadimplência Parcial

Na última sexta-feira, em reunião com o prefeito em exercício Pedro DaLua, representantes do Sindicato dos Rodoviários discutiram pendências cruciais, como salários e vales-refeição atrasados. O encontro resultou em um acordo, e a Prefeitura de Macapá procedeu com o repasse financeiro às empresas de transporte. Embora duas das operadoras tenham regularizado integralmente a situação, a Nova Macapá efetuou apenas o pagamento dos salários, deixando de quitar o vale-alimentação e a cesta básica dos colaboradores. Esta falha, conforme o presidente do sindicato, Max, configura o descumprimento do combinado, o que justifica a manutenção de uma greve previamente agendada para o dia 26.

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Paralisação da Nova Macapá e Esclarecimentos da CTMac

O cenário se complicou ainda mais no sábado, quando a Nova Macapá comunicou a suspensão de suas atividades. Diante da situação, Michel Braz, diretor-presidente da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), esclareceu que os pagamentos da atual gestão à empresa estão rigorosamente em dia. Ele detalhou que a Nova Macapá recebeu aproximadamente R$ 537.011,16 referentes à gestão da bilhetagem eletrônica, cobrindo os períodos de 5 a 11 de março e de 2 a 18 de março, além dos subsídios tarifários.

Segundo Braz, as dificuldades enfrentadas pela Nova Macapá parecem ser de natureza operacional, incluindo questões de manutenção e abastecimento, e não de inadimplência por parte da administração municipal. A CTMac já notificou formalmente a empresa, exigindo esclarecimentos e a imediata normalização dos serviços para minimizar os transtornos à população.

Divergência Sobre Dívidas Anteriores

A empresa, por sua vez, alega um passivo acumulado de cerca de R$ 15 milhões, correspondente a serviços prestados em administrações anteriores, como cobertura de eventos como a Expofeira e demandas eleitorais. Contudo, a Prefeitura de Macapá reitera que tais débitos não são de responsabilidade da gestão atual, evidenciando um impasse sobre a origem e a responsabilidade das dívidas.

Impacto na População e Ações da CTMac

A paralisação da Nova Macapá e a ameaça de greve total impactam diretamente a mobilidade dos cidadãos de Macapá, que dependem do transporte público para suas atividades diárias. A CTMac afirma estar monitorando continuamente a situação e avaliando as medidas cabíveis para assegurar a continuidade do serviço essencial de transporte público na capital, buscando soluções para mitigar os impactos negativos na rotina dos moradores.

Fonte: https://agencia.macapa.ap.gov.br

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