Brasil Encerra Copa do Mundo de Canoagem em Brandemburgo com Sete Medalhas, Cinco na Paracanoagem
A etapa de Brandemburgo, na Alemanha, da Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem chegou ao fim com um saldo extremamente positivo para o Brasil. A delegação nacional conquistou um total de sete medalhas, demonstrando a força e o crescente desempenho dos atletas brasileiros na elite mundial. Destas conquistas, cinco vieram da paracanoagem, evidenciando a excelência dos paratletas em diversas categorias.
Paracanoagem Brasileira Brilha com Cinco Pódios em Brandemburgo
A paracanoagem foi o grande destaque da participação brasileira, somando cinco medalhas. Dois pódios foram alcançados no último dia de competições. Fernando Rufino, conhecido como 'Cowboy de Aço', adicionou uma prata à sua coleção na prova de 200 metros da classe KL2, destinada a atletas que utilizam braços e tronco para remar. O sul-mato-grossense, que superou um grave atropelamento que o deixou com mobilidade reduzida nas pernas, demonstrou consistência ao garantir o segundo lugar com um tempo de 45s35, pouco atrás do australiano Curtis McGrath. Na mesma prova, o paranaense Flavio Reitz, que teve a perna esquerda amputada devido a um tumor, finalizou na sétima posição.

Outra medalha de prata do domingo foi conquistada por Miqueias Rodrigues nos 200 metros da classe KL3, que engloba atletas com deficiência moderada nos membros inferiores. O paranaense, que perdeu parte da perna esquerda em um acidente de moto, registrou o tempo de 44s91, superando o neozelandês Finn Murphy e garantindo o segundo lugar, enquanto a vitória ficou com o georgiano Serhii Yemelianov. O baiano Gabriel Porto também representou o Brasil na final, terminando em quarto lugar com 45s51.
As conquistas da paracanoagem não se limitaram ao último dia. Fernando Rufino já havia subido ao lugar mais alto do pódio no sábado, garantindo a medalha de ouro na prova de 200 metros da canoa (VL2), consolidando-o como um dos grandes nomes da modalidade. Somaram-se a essas vitórias o bronze de Giovane Vieira de Paula, paranaense que competiu nos 200 metros da classe VL3 (para canoístas com comprometimento moderado no tronco e pernas), e a prata do piauiense Luis Carlos Cardoso nos 200 metros da KL1, categoria para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril. A sul-mato-grossense Débora Benevides, que nasceu com má formação nas pernas, também participou de uma final, ficando em quarto lugar nos 200 metros da classe VL2 feminina, por pouco não alcançando o pódio.
Dobradinha Brasileira na Canoagem Olímpica com Isaquias Queiroz e Gabriel Assunção
Na canoagem olímpica, o Brasil também marcou presença no pódio, com uma notável dobradinha na categoria C1 500 metros (canoa individual). O medalhista olímpico Isaquias Queiroz, da Bahia, demonstrou sua supremacia ao conquistar a medalha de ouro na prova. A performance de Isaquias foi complementada pelo seu compatriota Gabriel Assunção, também baiano, que garantiu a medalha de bronze na mesma corrida. Essa conquista conjunta ressalta a força e a profundidade do talento brasileiro na canoagem de alto rendimento.
Um Saldo Positivo para o Esporte Aquático Nacional
A campanha brasileira em Brandemburgo, com suas sete medalhas, reafirma a evolução e o protagonismo do país tanto na canoagem quanto na paracanoagem no cenário internacional. As performances individuais, muitas delas com histórias de superação, inspiram e pavimentam o caminho para futuras competições, incluindo os próximos desafios olímpicos e paralímpicos. O sucesso na Alemanha é um indicativo promissor do potencial dos atletas brasileiros em continuar conquistando posições de destaque no esporte aquático mundial.