Bad Bunny no Super Bowl: Entre o Espetáculo Musical e a Mensagem Política que Indignou Trump
Neste domingo, a atenção dos amantes do esporte se volta para um dos maiores espetáculos do ano: a final da NFL, a liga estadunidense de futebol americano. Em um dia repleto de emoções, que também contempla clássicos do futebol brasileiro como Corinthians x Palmeiras e Vasco x Botafogo, o confronto entre New England Patriots e Seattle Seahawks promete dominar as manchetes, não apenas pela disputa esportiva no Levi's Stadium, em Santa Clara, Califórnia, mas também pelo aguardado show do intervalo.
A Estrela do Palco: Bad Bunny e Seu Sucesso Global
O show do intervalo, um dos momentos mais cobiçados da televisão mundial, terá como atração principal o fenômeno porto-riquenho Bad Bunny. Aos 31 anos, Benito Antonio Martínez Ocasio, seu nome de batismo, vindo da cidade de Vega Baja, consolidou-se como uma das maiores estrelas da música global. Seu talento foi recentemente reconhecido no Grammy Awards, onde conquistou o prêmio de Melhor Álbum Urbano pelo trabalho “Debí Tirar Más Fotos”, um disco inteiramente cantado em espanhol. Sua trajetória de sucesso é marcada por um impressionante currículo, somando três prêmios Grammy e onze Latin Grammy Awards, atestando sua influência e inovação na indústria fonográfica.

Voz Ativa: O Apelo à Humanidade e o Discurso Pela Paz
Além de seu estrondoso sucesso musical, Bad Bunny é conhecido por usar sua plataforma para abordar questões sociais e políticas. Essa faceta ficou evidente em seu discurso de agradecimento no Grammy Awards. Na ocasião, o artista dirigiu críticas contundentes aos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), declarando publicamente: “Fora, Ice! Nós não somos selvagens, não somos animais. Somos seres humanos e somos americanos”. Em um momento de tensões crescentes, ele também fez um poderoso apelo à união, enfatizando a importância de evitar sentimentos negativos e propagar o amor: “A única coisa mais potente que o ódio é o amor”, afirmou, destacando a necessidade de não se deixar contaminar pela negatividade.
Repercussão Política: A Ausência de Donald Trump
As declarações e a postura engajada do artista não passaram despercebidas. A forte posição de Bad Bunny gerou uma reação imediata do então presidente Donald Trump. Em entrevista ao jornal The New York Times, o presidente garantiu que não compareceria à final do Super Bowl. Trump classificou a escolha do artista como uma “péssima escolha” e afirmou que “tudo o que isso faz é semear ódio”, considerando a situação como “terrível”. A recusa de um líder político em participar de um evento de tamanha magnitude devido às opiniões do artista do show do intervalo ressalta a dimensão cultural e política que o Super Bowl alcança.
Detalhes da Transmissão e Expectativa para o Show
Apesar do componente político, o espetáculo musical no intervalo é um dos pontos altos do Super Bowl. A duração do show de Bad Bunny depende do andamento da partida, mas tradicionalmente, o intervalo dura cerca de uma hora e meia. Por essa estimativa, a apresentação do artista porto-riquenho deve ter início por volta das 22h, no horário de Brasília. Para o público brasileiro, a transmissão completa do evento e, consequentemente, do aguardado show, estará disponível em diversos canais e plataformas, incluindo Sportv, Getv, ESPN, Disney+ e NFL Game Pass, através da DAZN, garantindo que ninguém perca este momento único que promete mesclar entretenimento de alta qualidade com uma mensagem significativa.
O Super Bowl se consolida, assim, não apenas como a maior festa do futebol americano, mas também como um palco global onde a música e a cultura se encontram com questões sociais e políticas. Bad Bunny, com sua voz e sua arte, promete um show inesquecível, que certamente gerará debates muito além das quatro linhas do campo.