Carnaval do Rio: Novas Batidas e Estreias Marcantes Agitam a Folia Carioca

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O Carnaval de Rua do Rio de Janeiro se prepara para mais uma edição memorável, prometendo envolver milhões de pessoas em uma explosão de cultura e alegria. Este ano, a cidade não apenas celebra a magnitude de sua folia, que registrou um recorde de 803 blocos inscritos e deve atrair cerca de 6 milhões de moradores e turistas, mas também o surgimento de 35 novos grupos. Entre os 462 blocos autorizados pela Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur), essas estreias injetam frescor e inovação nas ruas, praças e avenidas cariocas, complementando a já rica tradição carnavalesca.

Forró da Taylor: Da Roda de Amigos ao Palco Oficial

Um dos estreantes mais aguardados no circuito oficial é o Forró da Taylor, um bloco que reflete a criatividade e a capacidade de organização da cultura carioca. Fundado por Igor Conde, o grupo nasceu de uma despretensiosa roda de forrozeiros em outubro de 2017, na Rua Taylor, em Santa Teresa. O que começou como encontros dominicais entre amigos músicos, incluindo dois sanfoneiros que moravam com Igor, rapidamente se transformou em um evento que chegou a reunir 1.500 pessoas na Praça Glauce Rocha, culminando em cortejos que desciam as ladeiras do bairro.

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A partir dessa energia, surgiu o Cortaylor, o cortejo não oficial do Forró da Taylor, que fez suas primeiras aparições no carnaval de 2022 em Santa Teresa e, no ano seguinte, no Aterro do Flamengo. Agora, em sua estreia oficial, o bloco se apresentará de forma estática, em um palco montado no Largo de São Francisco, no Centro, no Sábado de Carnaval (14). Com Igor no vocal e zabumba, acompanhado por mais seis músicos, o Forró da Taylor promete um repertório singular, que mescla sucessos brasileiros e internacionais com o ritmo envolvente do forró pé de serra, caracterizando um estilo que eles denominam 'forró xucado', uma fusão irreverente e tipicamente carioca.

A Força e Diversidade dos Blocos Não Oficiais

Além dos estreantes na programação oficial, o carnaval do Rio pulsa com a energia de diversas manifestações culturais independentes, que enriquecem a experiência da folia. Esses blocos não-oficiais oferecem alternativas temáticas e propostas artísticas que cativam um público fiel, reforçando a pluralidade do evento. Entre eles, destacam-se o Treme Treme e o Alto Astral, cada um com sua identidade marcante.

Treme Treme: Pagode Baiano, Funk Carioca e Coreografias

Idealizado pela percussionista e produtora Gabi Assis, o bloco Treme Treme surge com a proposta de fazer todo mundo dançar ao som de pagode baiano e funk carioca. O nome provocativo evoca a ideia de rebolado, verão e a essência do carnaval, com um repertório cuidadosamente selecionado para garantir a pista cheia. O diferencial do Treme Treme é seu corpo de baile, composto por bailarinos profissionais que, com coreografias elaboradas, lideram a linha de frente e oferecem uma performance visual impactante. Embora planejado inicialmente para 2025, o bloco se organizou em 2024, com ensaios que começaram em junho na Praça da Harmonia, na Saúde, e conta com 25 integrantes, entre músicos e dançarinos. Seu cortejo está marcado para 7 de fevereiro, a partir das 16h, com localização prevista na região portuária ou na Prainha da Glória, no Aterro do Flamengo.

Alto Astral: Alegria, Circo e Músicas Otimistas

Outra iniciativa que promove uma celebração singular é o bloco Alto Astral, fundado por Thadeu Marinho. O grupo se define como uma manifestação cultural que atua à margem do roteiro oficial da Riotur, focando em músicas que transmitem felicidade, como 'Acordei Feliz', de Charlie Brown Jr., e 'Final Feliz', de Jorge Vercilo. Com 60 integrantes, o Alto Astral incorpora elementos circenses, como pernas de pau e outras apresentações artísticas, criando uma experiência divertida e lúdica para os foliões. Os ensaios para a edição de 2024 tiveram início em outubro de 2023, no Aterro do Flamengo. Para gerenciar o público, o bloco optou por tocar parado no Sábado de Carnaval (14), com o local exato da apresentação sendo divulgado apenas na véspera. Thadeu Marinho, com sua experiência anterior no bloco 'Nova Bad' – conhecido por tocar músicas tristes e que foi encerrado devido ao grande sucesso e lotação –, reforça sua visão de um carnaval acessível e vibrante para todos.

A chegada desses novos blocos, sejam eles oficiais ou independentes, demonstra a capacidade de reinvenção e a vivacidade do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro. Eles se somam à vasta programação, que se estende por todas as regiões da cidade, prometendo uma folia ainda mais diversificada e inclusiva. A expectativa é de que, com essa injeção de novas energias e propostas, a capital fluminense ofereça uma celebração inesquecível para os milhões de foliões que preencherão suas ruas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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