CPI do Crime Organizado Intima Governador Ibaneis Rocha por Ausência e Ligações com Banco Master

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, instalada no Senado Federal, intensificou suas ações ao anunciar a intenção de convocar o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. A decisão, comunicada nesta terça-feira em Brasília, surgiu após o não comparecimento do governador a uma sessão agendada, onde era esperado para prestar esclarecimentos cruciais sobre o combate ao crime organizado e a lavagem de dinheiro na capital federal. O episódio marca um novo capítulo na investigação que busca desvendar a complexa rede de atuação de grupos criminosos no país, com foco particular nas ramificações políticas e financeiras.

Escalada da Convocação: Ausência e Repercussão na CPI

Inicialmente convidado para a sessão, Ibaneis Rocha informou, via ofício, que designaria o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, como seu representante. Contudo, quem compareceu foi o secretário-executivo Alexandre Patury, o 'número 2' da pasta. Diante da substituição inesperada e da ausência do próprio governador, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), anunciou o cancelamento da sessão. Contarato enfatizou que apresentará um requerimento formal para a convocação de Ibaneis, o que, se aprovado pelo colegiado, o obrigará legalmente a comparecer perante a comissão.

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O Raciocínio por Trás da Intimação: Combate ao Crime no DF

A justificativa para a oitiva de Ibaneis Rocha foi robustecida pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Embora o Distrito Federal apresente uma taxa de homicídios considerada “controlada”, Vieira destacou a posição estratégica de Brasília como sede dos poderes político e econômico do Brasil. Em seu requerimento, o senador argumentou que os gestores da capital possuem informações privilegiadas sobre as estratégias de combate à lavagem de dinheiro, a descapitalização de facções criminosas e a infiltração do crime organizado em diversos setores da economia e do próprio Estado. Até o momento, o Governo do Distrito Federal (GDF) não se pronunciou oficialmente sobre a questão.

O Vínculo com o Escândalo do Banco Master

A figura do governador Ibaneis Rocha ganhou proeminência na CPI em virtude de sua ligação com o escândalo envolvendo o Banco Master. O Banco de Brasília (BRB), instituição financeira pública do DF, está sob investigação por uma tentativa de aquisição do Banco Master, que supostamente teria emitido créditos falsos para captar recursos no mercado financeiro. As fraudes investigadas neste caso podem atingir a cifra impressionante de R$ 17 bilhões, levando o Banco Central a decretar a liquidação do Banco Master. Na Câmara Legislativa do DF, Ibaneis já enfrenta pedidos de abertura de CPI e de impeachment relacionados a este caso, embora ele negue veementemente qualquer irregularidade e afirme estar tranquilo quanto às investigações.

Amplitude da Investigação: Outros Governadores no Foco da CPI

A CPI do Crime Organizado tem expandido seu escopo, dedicando esta semana a ouvir governadores sobre a atuação de organizações criminosas e facções em seus respectivos estados. Além do DF, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também estava previsto para depor na quarta-feira. No entanto, sua sessão também foi cancelada, após Castro informar à comissão que se encontra em agenda oficial na Europa e não poderia comparecer. A iniciativa da CPI em convocar líderes estaduais reflete a urgência e a amplitude da problemática do crime organizado, buscando um panorama nacional para a formulação de estratégias mais eficazes de combate.

A convocação do governador Ibaneis Rocha pela CPI do Crime Organizado e as investigações sobre o Banco Master ressaltam a seriedade com que o parlamento está abordando as ramificações do crime organizado no país, especialmente suas conexões com o setor público e financeiro. Com a expectativa de esclarecimentos aprofundados, os próximos desdobramentos prometem trazer à tona detalhes cruciais sobre a atuação de facções e a responsabilidade de agentes públicos, moldando o cenário da segurança e da governança no Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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