Depoimento na CPMI do INSS é Interrompido por Mal-Estar de Empresária em Meio a Acusações de Desvio Milionário

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS vivenciou um momento dramático nesta semana, quando o depoimento da empresária <b>Ingrid Pikinskeni Morais Santos</b> foi abruptamente encerrado após ela sofrer um mal-estar. O incidente ocorreu durante o período de questionamentos do relator da CPMI, deputado <b>Alfredo Gaspar</b> (União-AL), lançando um holofote ainda maior sobre as graves acusações de desvio de mais de R$ 100 milhões em benefícios previdenciários.

Interrupção Durante Questionamentos Cruciais

O presidente do colegiado, senador <b>Carlos Viana</b> (Podemos-MG), agiu rapidamente, suspendendo os trabalhos para que a empresária pudesse receber atendimento da equipe médica do Senado. Embora tenha deixado a sessão antes da conclusão de sua oitiva, Ingrid Santos já havia enfrentado perguntas diretas sobre suas atividades e o suposto envolvimento de suas empresas em um esquema de descontos indevidos no INSS. Ela havia negado conhecimento sobre as operações, atribuindo a gestão integral dos negócios ao seu esposo, <b>Cícero Marcelino de Souza Santos</b>, e chegou a expressar grande surpresa e angústia diante da situação.

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O Esquema de Desvios e o Papel dos Envolvidos

A presença de Ingrid Santos na CPMI era vital, dada sua ligação com <b>Cícero Marcelino de Souza Santos</b>. Ambos são sócios e estão associados à <b>Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer)</b>, uma entidade que está sob forte escrutínio por supostamente se beneficiar de mais de R$ 100 milhões provenientes de deduções ilegais em benefícios previdenciários. A investigação da CPMI aponta Cícero como o principal operador e assessor de <b>Carlos Roberto Ferreira Lopes</b>, presidente da Conafer, que também é investigado. Segundo os trabalhos da comissão, uma parcela significativa dos recursos desviados foi movimentada através de contas de empresas nas quais Ingrid figurava como sócia.

Após a retomada da sessão, o relator <b>Alfredo Gaspar</b> enfatizou a seriedade das acusações, declarando que a depoente teria recebido mais de R$ 13 milhões, um valor que, segundo ele, provém diretamente do dinheiro de aposentados e pensionistas brasileiros. Gaspar ressaltou o objetivo da CPMI de responsabilizar todos os envolvidos por este “prejuízo bilionário”, independentemente de sua posição. É importante notar que, antes de depor, Ingrid havia obtido um <i>habeas corpus</i> do ministro <b>Cristiano Zanin</b>, do Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe garantia o direito de permanecer em silêncio. Contudo, ela optou por responder a algumas perguntas, sempre negando qualquer envolvimento ou conhecimento direto dos esquemas.

Desafios e o Futuro da Investigação da CPMI

A CPMI do INSS tem enfrentado diversos obstáculos em sua missão de esclarecer as irregularidades. A convocação de Ingrid Santos, por exemplo, ocorreu após a ausência de <b>Daniel Vorcaro</b>, ex-dono do <b>Banco Master</b>, que se recusou a comparecer.

A Polêmica Ausência de Daniel Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro, que se encontra em prisão domiciliar, foi desobrigado de depor por uma decisão do ministro <b>André Mendonça</b>, do STF, concedida via <i>habeas corpus</i>. Vorcaro havia sido convocado para prestar esclarecimentos sobre possíveis irregularidades envolvendo empréstimos consignados, que teriam gerado prejuízos a aposentados e beneficiários do INSS. O Banco Master mantinha um acordo de cooperação técnica com o instituto para oferta de crédito consignado. O presidente da CPMI, <b>Carlos Viana</b>, já anunciou que recorrerá da decisão do ministro Mendonça, buscando garantir o comparecimento do banqueiro para depor.

Pedido de Prorrogação dos Trabalhos

Diante da complexidade e da extensão das investigações, que tiveram início em 20 de agosto, o senador <b>Carlos Viana</b> também solicitou a prorrogação dos trabalhos da CPMI por, no mínimo, 60 dias. O pedido foi protocolado na Casa para análise do presidente do Senado, <b>Davi Alcolumbre</b> (União-AP), mas ainda não houve resposta. Sem uma definição, Viana considera recorrer ao STF novamente, desta vez para assegurar a continuidade das investigações e permitir que a comissão cumpra integralmente seu mandato.

Conclusão: A Busca por Justiça no INSS

A interrupção do depoimento da empresária Ingrid Santos, somada às complexidades envolvendo a ausência de Daniel Vorcaro e o pedido de prorrogação, sublinha a intensidade e a relevância da CPMI do INSS. O colegiado segue determinado a desvendar a fundo o esquema de fraudes e desvios que causaram um prejuízo bilionário aos cofres públicos e, principalmente, aos aposentados e pensionistas do Brasil. A sociedade aguarda ansiosamente por respostas e pela responsabilização dos envolvidos, garantindo que a justiça seja feita e que tais práticas não se repitam.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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