Polícia do Rio Investiga Novos Casos de Estupro Envolvendo Grupo de Copacabana

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou a abertura de investigações sobre mais dois casos de estupro, os quais teriam sido perpetrados por membros do mesmo grupo que, em janeiro deste ano, já havia sido indiciado pelo estupro de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. As novas vítimas, assim como a primeira, são alunas do Colégio Federal Pedro II, e a expansão das apurações revela um padrão preocupante de atuação dos suspeitos.

Aprofundamento das Investigações: Novos Casos e Modus Operandi

Entre as novas denúncias, destaca-se o depoimento de uma jovem que, aos 14 anos na época dos fatos (atualmente com 17), relatou que os agressores teriam sugerido a existência de gravações da violência, ocorrida em 2023. Essa tática de chantagem visava coibi-la de procurar as autoridades. A mãe da vítima corroborou que, de maneira similar ao primeiro caso, sua filha conhecia um dos envolvidos – o único adolescente do grupo – por frequentarem a mesma instituição de ensino, o Colégio Pedro II. O delegado Antônio Lages, da 12ª Delegacia de Copacabana, à frente das investigações, ressaltou a similaridade dos fatos.

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O Padrão de Ação dos Suspeitos

O 'modus operandi' que chamou a atenção dos investigadores é praticamente idêntico nos casos. O adolescente infrator, que gozava da confiança das vítimas, as atraía para um apartamento. Lá, conforme as apurações, outros indivíduos, incluindo Matheus Veríssimo Zoel Martins (posteriormente preso pelo primeiro caso) e uma terceira pessoa, aguardavam. A polícia pretende solicitar a análise telemática de celulares dos denunciados, buscando elementos que possam corroborar as acusações e esclarecer a extensão dos crimes.

Além desses dois casos, um terceiro incidente foi revelado. A mãe de outra vítima relatou à 12ª DP que sua filha teria sido estuprada por Vitor Hugo Oliveira Simonin durante uma festa junina, em um salão de eventos. Embora o delegado Lages ainda não possa afirmar se este último ato foi cometido por todo o grupo ou apenas por um de seus membros, a conexão com um dos nomes já investigados adiciona complexidade ao cenário.

Os Acusados e as Implicações

Em relação aos envolvidos, Matheus Veríssimo Zoel Martins, que participou do primeiro caso e estava foragido, entregou-se à Polícia Civil. João Gabriel Xavier Bertho, também reconhecido pela primeira vítima e réu no processo, também se apresentou às autoridades. No entanto, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, que são considerados foragidos, ainda não foram localizados. O adolescente infrator, que teria sido o articulador das armadilhas em função de sua relação com as vítimas do Pedro II, ainda não possui mandado de prisão expedido contra ele.

Repercussões Políticas e Familiares

A gravidade dos fatos estendeu-se para a esfera política. Vitor Simonin, envolvido em pelo menos dois dos casos sob investigação, é filho de José Carlos Simonin, subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos. Diante das denúncias, o governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a exoneração do subsecretário. A polícia espera que os acusados foragidos se entreguem nas próximas horas ou dias, indicando que todos os envolvidos estariam no país.

O Pedido da Polícia e a Importância do Alerta

O delegado Antônio Lages fez um apelo contundente para que outras possíveis vítimas dos estupradores procurem a polícia a fim de formalizar denúncias. Ele destacou o exemplo da primeira vítima de Copacabana, que, mesmo abalada, conseguiu relatar o ocorrido à família, que prontamente buscou auxílio policial. A corporação, apesar de não ter conseguido a prisão em flagrante na ocasião, obteve um depoimento crucial, que coincidiu com as graves lesões identificadas pelo exame de corpo de delito – incluindo suspeita de fratura de costela –, acendendo um alerta sobre a brutalidade dos crimes.

Lages também fez questão de enfatizar a importância do consentimento nas relações sexuais. Ele reforçou a mensagem vital de que 'não é não', especialmente para os jovens, sublinhando que a vítima do primeiro caso deixou claro, em diversos momentos, sua recusa em se relacionar com qualquer outra pessoa além do adolescente que a havia atraído. Os acusados têm a opção de se apresentar em qualquer delegacia do estado.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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