Rec-Beat Celebra Três Décadas de Inovação Musical em Festival de Carnaval no Recife

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O Cais da Alfândega, coração pulsante do Recife, se prepara para receber mais uma edição do Rec-Beat neste Carnaval, que se estende de <b>14 a 17 de fevereiro</b>. Comemorando a trajetória que o leva a seu 30º aniversário em 2026, o festival reafirma sua essência de vitalidade e inquietude, oferecendo ao público uma experiência musical gratuita e profundamente diversificada. Desde sua fundação, o Rec-Beat tem se posicionado como um ponto de encontro para diferentes estéticas, gerações e públicos, moldando a paisagem cultural da capital pernambucana.

Três Décadas de Legado e Vanguarda

Fundado em 1995 por Antonio Gutierrez, o Gutie, o Rec-Beat consolidou-se ao longo de sua história como um farol de descoberta e experimentação. Em um cenário musical por vezes homogêneo, o festival se distingue pela curadoria que promove um diálogo contínuo entre tradições e vanguardas. Sua proposta é clara: misturar gêneros, estilos e cenas, reunindo artistas do Brasil e do mundo, e mantendo-se sempre atento às transformações da música, firmando-se como um manifesto cultural indispensável nos dias atuais, que atrai mais de 60 mil pessoas por edição.

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Eclética Programação Musical: Do Brasil ao Mundo

A edição de 2024 do Rec-Beat é um espelho da sua filosofia, apresentando uma plataforma vibrante de circulação e diálogo entre cenas do Brasil, da América Latina e da África. A programação é cuidadosamente elaborada para proporcionar uma experiência sonora rica e sem fronteiras, unindo nomes emergentes a artistas já consagrados em diversos gêneros.

Destaques Nacionais e Retornos Esperados

Entre os talentos nacionais que sobem aos palcos, destacam-se nomes promissores como NandaTsunami, AJULLIACOSTA e Jadsa, que se juntam a figuras como Djonga e Carlos do Complexo, garantindo a mistura de diferentes vertentes da música brasileira. O pernambucano Johnny Hooker faz um retorno especial ao festival, marcando a estreia nacional da turnê <b>'Viver e Morrer de Amor na América Latina'</b>, baseada em seu quarto álbum de estúdio. A celebração dos 20 anos de carreira de Felipe Cordeiro, pioneiro na fusão de sonoridades amazônicas, será compartilhada com a emergente artista paraense Layse, em uma colaboração que promete reverberar a riqueza musical do Norte do país. Chico Chico e Josyara também integram este potente panorama musical.

Presença Global e Fusões Culturais

A dimensão internacional do Rec-Beat é reforçada pela presença de artistas de peso como o senegalês Momi Maiga Quartet, um virtuose do tradicional instrumento kora que fusiona jazz étnico, flamenco e música africana, e cujos temas políticos e humanistas ressoam em seu álbum <b>'Kairo'</b> (2024). Da Colômbia, o grupo Ghetto Kumbé traz sua energia contagiante. Outro nome de destaque é Faizal Mostrixx, produtor e performer ugandense, conhecido por seu conceito de 'tribal electronics', que mescla gravações de campo com ritmos do Leste Africano e eletrônica de pista. A nigeriana-britânica Kikelomo, DJ e produtora residente na Alemanha, apresenta sua fusão de drum’n’bass e jungle, completando o mosaico sonoro global do festival.

Moritz: O Novo Palco da Música Eletrônica

Uma das grandes novidades desta edição é o lançamento do Moritz, um projeto inovador dedicado integralmente à música eletrônica. Pensado como uma plataforma autônoma e uma expansão natural do DNA do Rec-Beat, o Moritz faz sua estreia no primeiro dia do festival, prometendo ganhar edições próprias no futuro. Seu foco reside na experiência da pista de dança, em curadorias autorais e na incessante experimentação sonora, visando explorar as múltiplas facetas do gênero. A programação inaugural do Moritz contará com a DJ e produtora pernambucana Paulete Lindacelva, Carlos do Complexo, a colombiana Piolinda Marcela, SPHYNX, LOFIHOUSEBOY e DAVS, oferecendo uma amostra do que está por vir.

Panorama da Cena Eletrônica Local e Global

Além do Moritz, o festival continua a valorizar a diversidade da música eletrônica em todos os seus palcos, especialmente na abertura e nos intervalos dos shows. Por mais um ano, a cena eletrônica local pernambucana é amplamente destacada, com um lineup inteiramente dedicado, co-curado por KAI, DJ e pesquisador musical. Nomes como Zoe Beats, cria de Camaragibe, apresenta um set vibrante que une grime, garage e jungle a referências do manguebeat. Afrobitch propõe um intercâmbio dinâmico das vertentes do house com gêneros como dembow, dancehall e funk, sempre sob uma perspectiva negra e afrodiaspórica. Já Bobi, por sua vez, navega entre disco e house, incorporando ritmos afrolatinos e samples que transitam do piseiro ao funk, reforçando a abrangência sonora do festival.

Um Encontro Democrático e Inesquecível

Mantendo seu compromisso de propiciar uma experiência inesquecível em um ambiente democrático e inclusivo, o Rec-Beat celebra não apenas a música, mas a cultura em sua totalidade. A capacidade de reunir públicos diversos em torno de propostas artísticas inovadoras é o que o mantém relevante e aguardado a cada ano. Para os interessados em explorar a programação completa e todos os detalhes desta edição histórica, a página oficial do festival na internet é o destino final, prometendo quatro dias de pura efervescência cultural no coração do Carnaval do Recife.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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