STJ Mantém Prisão de Piloto Pedro Turra Acusado de Homicídio em Brasília

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do piloto de automobilismo Pedro Turra, réu pelo crime de homicídio doloso. A decisão, proferida pelo ministro Messod Azulay Neto na última sexta-feira, dia 13 de maio, e divulgada nesta quarta-feira, dia 18, reitera a necessidade da continuidade da custódia do acusado de espancar um adolescente de 16 anos, que veio a óbito em janeiro deste ano na capital federal.

Análise do Habeas Corpus pelo STJ

Ao analisar o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Pedro Turra, o ministro Messod Azulay Neto considerou o recurso processualmente prejudicado. A defesa havia contestado uma decisão individual de um desembargador, mas essa mesma decisão já havia sido confirmada pela turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) em 12 de maio. Diante desse cenário, o ministro apontou que o recurso adequado deveria ter sido direcionado contra a deliberação colegiada da turma, e não contra a determinação isolada, validando assim a continuidade da prisão de Turra, que permanecerá detido no presídio da Papuda, em Brasília.

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A Denúncia por Homicídio Doloso e Detalhes da Agressão

Pedro Turra foi formalmente denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso na semana passada, transformando-o em réu no processo. A acusação detalha que o piloto teria provocado a morte de um jovem de 16 anos durante uma briga em janeiro. O incidente culminou com um soco no rosto da vítima, que, após a agressão, foi internada em uma unidade de terapia intensiva (UTI), onde permaneceu por duas semanas antes de falecer no dia 7 do mesmo mês.

Evolução da Investigação Policial

A investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal trouxe diferentes perspectivas sobre o ocorrido. Inicialmente, as autoridades informaram que a agressão teria se originado de um desentendimento trivial, provocado pelo arremesso de um chiclete em um amigo da vítima. No entanto, à medida que a apuração avançou, os policiais passaram a indicar que a briga poderia ter sido premeditada, com a participação de amigos do piloto, alterando a compreensão sobre a natureza e a gravidade do confronto que levou à morte do adolescente.

Argumentos da Defesa e Preocupações com a Integridade Física

No STJ, os advogados de Pedro Turra argumentaram que o caso não preenchia os requisitos legais estritos para a decretação e manutenção da prisão preventiva. Além dos aspectos processuais, a defesa também levantou sérias preocupações quanto à segurança do piloto dentro do sistema prisional, afirmando que Turra estaria sofrendo ameaças e que haveria um “risco real” à sua integridade física enquanto detido.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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